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23 de Fevereiro de 2021

Com crescimento de 14%, Paraná amplia liderança na produção de tilápias

O Paraná
ampliou a liderança nacional na produção de tilápias. O volume em 2020 chegou a
166 mil toneladas, um aumento de 14% em relação a 2019, quando foram
comercializadas 146.212 toneladas. O resultado é cerca de 135% superior ao
obtido por São Paulo, vice-líder com 74.600 toneladas. O levantamento foi
divulgado nesta segunda-feira (22) pela Associação Brasileira de Piscicultura,
dentro do anuário Peixe BR 2021.



O bom desempenho do Estado foi
puxado pelo modelo cooperativista de integração. Cooperativas como Copacol e
C.Vale, ambas instaladas na Região Oeste, fizeram com que a piscicultura
paranaense crescesse em um ritmo maior do que o restante do País.



A Copacol, por exemplo, abate 160 mil tilápias por dia nos
frigoríficos de Nova Aurora e Toledo, vindas de 230 produtores integrados.
Número que, pelo planejamento, vai saltar para 250 mil peixes/dia, chegando a
400 associados em 2023. Já a C. Vale, de Palotina, abate outras 100 mil
tilápias por dia, com planejamento de curto prazo para chegar a 150 mil.



O governador Carlos Massa
Ratinho Junior destacou que o Estado tem vocação para o cultivo de peixes,
particularmente a tilápia, que tem sido incentivado continuamente pela
Governo do Estado. “Entre os fatores que contribuem estão o rigoroso controle
de sanidade dos pescados e uma assistência técnica qualificada”, disse.



 



Ele
lembrou também que o Governo do Paraná aprovou uma legislação ambiental ao
mesmo tempo simples e ativa na garantia da qualidade e respeito à natureza,
além de alocar recursos por meio do Banco Regional de Desenvolvimento do
Extremo Sul (BRDE) para ajudar as cooperativas a investirem no setor. “Além
disso, estamos incluindo a piscicultura no Banco do Agricultor, um grande
programa de incentivo à agropecuária paranaense que será lançado nos próximos dias”,
ressaltou Ratinho Junior.



NACIONAL - De acordo com a
associação, seis em cada dez peixes cultivados no Brasil são tilápias, o que
faz do País o quarto maior produtor do mundo. A produção da espécie mais
importante da piscicultura brasileira atingiu 486.155 toneladas em 2020 (60,6%
do total da piscicultura). O crescimento é de 12,5% em relação a 2019 (432.149
toneladas). Puxada pelo Paraná, a Região Sul lidera a produção de tilápia com
44% do total do País – 213.351 toneladas.



EXPORTAÇÃO - No ano passado, de acordo
com os dados do anuário, a tilápia manteve a liderança no ranking de exportação
de pescados. Com 6.680 toneladas, respondeu por 88,17% das vendas externas, com
receita de US$ 10,3 milhões (cerca de R$ 55,6 milhões). O crescimento em
relação a 2019 foi de 5%.



Entre as categorias de produtos da piscicultura exportadas em
2020, os filés frescos e refrigerados consolidam-se como principal item,
abrangendo por 45,13% do total, seguido dos óleos e gorduras (18,13%) e peixes
inteiros congelados (15,01%). Essa categoria é majoritariamente composta por
filés de tilápia, item que apresenta elevado valor agregado (US$ 6,41/kg).



Os principais compradores
da tilápia brasileira são Estados Unidos (58%), Chile (13%), China (8%) e Japão
(5%).



 



PEIXES DE CULTIVO – O incremento na produção
de tilápias fez com que o Paraná ampliasse a liderança na produção de peixes de
cultivo no Brasil. Foram 172 mil toneladas em 2020 contra 154.200 toneladas no
ano anterior, crescimento de 11,5%, superior à média nacional, de 5,9%.



O levantamento da Associação Brasileira de
Piscicultura aponta o Estado com domínio de 21,4% da produção nacional. São
Paulo (74.600 toneladas), Rondônia (65.500 toneladas), Santa Catarina (51.700
toneladas) e Maranhão (47.700 toneladas)
completam o grupo dos cinco principais produtores do País.



“Tenho orgulho da
capacidade de organização da piscicultura do Paraná, fruto de muito trabalho
dos nossos produtores e das cooperativas. Participo do otimismo em relação ao
setor e imagino que haverá uma expansão qualificada das culturas, especialmente
da tilápia”, disse o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento,
Norberto Ortigara.



Segundo ele, o Governo do
Paraná prepara o lançamento de projetos que facilitem o acesso a recursos de
investimento na cadeia da piscicultura. “Estamos presentes em mais de 150
países com porco, frango e boi e precisamos atuar com muito mais força no
lácteo e no peixe, dentro da mesma logística”, reforçou.



 



FORMATO PARANAENSE - O trabalho desenvolvido
no Paraná foi destacado pelo presidente executivo da Peixe BR, Francisco
Medeiros, em evento online de apresentação do anuário nesta segunda-feira. “Há
dez anos, cada Estado, cada empresa, estabelecia uma estratégia de produção,
processamento e comercialização. O formato paranaense saiu vitorioso. O que
temos de fazer, neste momento, é copiar grande parte do formato de produção,
processamento e comercialização do Estado do Paraná”, acrescentou o dirigente.



Segundo
ele, a prova de que o Paraná tem evoluído para que o setor mantenha cada vez
mais destaque está no volume de captação de recursos para custeio. Em 2019, o
Estado foi responsável por 33% do dinheiro ofertado no País. No ano passado, o
porcentual saltou para 50%.


Fonte: Secretaria do Estado e Abastecimento 



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