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Boletim Eletrônico

18 de Agosto de 2021

Leite: clima adverso e custos em alta mantêm avanço de preços no campo

Sazonalmente, o período de julho a setembro é marcado pela transição da produção leiteira. São os meses finais que marcam a entressafra, e, a partir de então, com o avanço das culturas de inverno e retorno da primavera, a produção tende a se recuperar – o que, por sua vez, acaba limitando o movimento de valorização do leite ao produtor, aponta análise do Cepea/Esalq-USP.

Assim, o terceiro trimestre é um período delicado para os agentes do setor lácteo, que precisam alinhar suas expectativas, pois os fatores de oferta, em transição, alteram o equilíbrio com a demanda. E, dependendo dos contextos econômico e climático, esse cenário pode ficar ainda mais instável. E foi o que aconteceu neste ano.

:: Canais de distribuição pressionam, e cotações dos derivados recuam em julho

Os valores dos produtos lácteos foram pressionados em julho pelos canais de distribuição, que buscaram preços mais acessíveis aos consumidores brasileiros. De acordo com as pesquisas realizadas pelo Cepea com o apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), os preços do leite longa vida, do leite em pó (400g) e do queijo muçarela negociados no atacado de São Paulo registraram médias reais de R$ 3,51/litro, R$ 24,52/kg e R$ 27,60/kg, recuos de 2,4%, 1,7% e 3,8%, respectivamente, na comparação com os registros de junho/21 (deflacionados pelo IPCA jul/21). 

:: Oferta limitada de lácteos reduz exportações

Apesar do câmbio atrativo, as exportações brasileiras de lácteos foram limitadas em julho, devido à baixa oferta doméstica. Segundo dados da Secex, foram embarcadas 3,7 mil toneladas de produtos lácteos no mês, 14% a menos que em junho. 

Frio intenso e custos em alta desafiam produtores em julho

O Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira aumentou 1,26% em julho na “Média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), influenciado pelas altas nos preços dos adubos e dos suplementos minerais, de 7,93% e 3,78% respectivamente, entre junho e julho. De janeiro a julho de 2021, o COE acumula elevação de 12,90%. O cenário continua desafiador para produtores, especialmente em regiões onde os danos causados pelas geadas nas forragens foram severos.

Fonte: Universo Agro 



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