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24 de Maio de 2022

Mulheres compartilham suas histórias e trajetórias ligadas ao agronegócio durante Expoingá


O IV Encontro de Mulheres que Fazem a Diferença no Agronegócio Brasileiro, voltado ao público feminino envolvido com o meio rural, aconteceu na última quinta-feira (12) e reuniu centenas de mulheres, com palestrantes de MG, SC, MT, MS, SP e PR. O objetivo do evento foi apresentar a força, competência e o papel de protagonista desempenhado pela mulher brasileira no agronegócio. Estando já na 4ª edição, o encontro é considerado um dos principais eventos de setor direcionado às atrizes que buscam fortalecer vínculos e ampliar o conhecimento para contribuir cada vez mais com o agronegócio nacional


As palestrantes convidadas integram mulheres de todo o Brasil com envolvimento, seja com a lavoura, com a criação de animais ou mesmo com a política ligada ao agronegócio. Algumas das representantes da força feminina convidadas foram Maria Tereza Vendramini, de Adamantina, SP, a primeira mulher a assumir um cargo dentro da diretoria da sociedade rural brasileira e atual presidente da entidade; Maria Eloá Rigolin, de Maringá, zootecnista e especialista em produção animal com integração lavoura-pecuária-floresta; Norma Gatto, de Rondonópolis, MT, cultivadora de soja e gado e revolucionou sua propriedade após o falecimento de seu esposo; Edy Elaine Biondo Tarrafel, de Ivinhema, MS, fundadora e primeira presidente da cooperativa pecuária do Vale Ivinhema e Cecília Falavigna, de Maringá, bicampeã nacional de produtividade de grãos por dois anos consecutivos e atual segunda vice-presidente da Sociedade Rural de Maringá.


Ainda, como estreantes no evento, estavam presentes Marisa Helena Contreras, de Minas Gerais, Karine Passeri, de Santa Fé, Larissa Gallassini, de Campo Mourão, Maria Vitória Faé Proença, de Rio das Antas, Simone Carvalho Possa de Paula, de Rondon, Renata Camargo, de São Paulo e Maristela Borges, também de São Paulo.


Logo de início, o deputado estadual Guto Silva fez um breve discurso sobre a liderança feminina, um fator necessário para o sucesso no agronegócio já que um dos maiores problemas no meio agroindustrial é justamente a falta de liderança. Na sua visão, a mulher naturalmente tem mais responsabilidade social e senso comunitário, pois pensa de modo coletivo. “Nós precisamos de liderança e a mulher por natureza já lidera, desde sempre”, afirmou o deputado.


A primeira convidada a palestrar foi Maria Tereza Vendramini, que começou abordando o valor bruto de produção do agronegócio, que ultrapassa a casa dos trilhões de reais, mostrando como esse setor representa uma potência na economia nacional. Segundo ela, o agronegócio vem atingindo nos últimos anos números astronômicos, com um crescimento de mais de 4%. Apesar disso, vale ressaltar as fragilidades que aflige os produtores na falta de segurança jurídica sobre as propriedades rurais.


Vendramini argumentou que “É muito difícil falar sobre o agro pois a reputação está deturpada”, para logo em seguida elencar os pontos fracos do agronegócio. Em sua opinião, a demarcação de terras indígenas e a falta de regularização fundiária no Brasil são um problema, uma vez que a titulação das propriedades pelos herdeiros dos antigos ocupantes que “conquistaram” as terras por meio da colonização deveria ser um direito, usando esse ponto para ressaltar que o atual governo irá ceder até o final do ano cerca de 500 mil títulos.


Em seguida, a presidente da sociedade rural brasileira trouxe um pouco do histórico feminino no campo para sua apresentação, introduzindo a figura de Ana Pimentel, que iniciou no Brasil a plantação de laranja, arroz, trigo e cana-de-açúcar, além de trazer o gado para a região de Capitania de seu marido Martim Afonso de Sousa à partir de 1534, tendo crucial relevância na colonização do Brasil. Com esse exemplo, Vendramini encerrou sua apresentação dizendo "dêem para as meninas as mesmas oportunidades que vocês dão aos meninos”.


Já Marisa Contreras deu continuidade ao encontro como uma das representantes de referência da cafeicultura no Brasil, mostrando sua história de destaque no meio rural após abrir mão de uma carreira de sucesso no ramo farmacêutico para investir no café. Ela afirma que sempre teve vontade de ter seu próprio negócio, por isso procurava aprender e dava o seu melhor. “Os sonhos transformam, o esforço gera mudanças e são as mudanças que realizam os sonhos.”, ela diz. Quando se voltou ao agronegócio, sua fazenda produzia 85% de café inferior, mas ela se empenhou na busca por melhorias e começou a divulgar que o café de sua propriedade era feito pelas mãos de uma mulher, e as pessoas se interessaram. Hoje, sua empresa produz café de qualidade, exportando para 4 países. “Aprendam a contar histórias, pois as nossas cadeias produtivas devem ser de valor e não de preço”. Contreras reforça que a paixão pelo seu próprio negócio é o que encanta os outros e os motivam a comprar seu produto.


Na sua perspectiva, é importante que as mulheres encorajem umas às outras, para que sejam reconhecidas como autoras de sua própria história e protagonistas de seu negócio. Com essa mentalidade, ela promoveu um encontro de mulheres ligadas ao café em sua propriedade, atraindo autoridades para conversar com o público feminino, expandindo a mente dessas mulheres sobre as possibilidades. Hoje, esse encontro já está em sua 8ª edição, mas ambiciosa do jeito que é, Contreras sonhava em chegar ainda mais longe, atingindo os mesmos patamares do grupo Três Corações. Ela então entrou em contato com o grupo e juntos iniciaram o projeto Florada Premiada, que se tornou o maior concurso de café de mulheres do mundo, pagando 50 mil reais para o melhor produto e levando ao consumidor final a história das mulheres envolvidas. “Negócios geridos por mulheres levam a oportunidades gigantes, e eu acredito que o empreendedorismo, o marketing digital e olhar feminino são as três coisas que impulsionarão o novo mundo”, finaliza ela.


Já mais ao final do evento, a palestrante da vez foi Larissa Gallassini, uma produtora de grãos e líder na pecuária de corte paranaense que engloba o núcleo da Comissão de Mulheres do Sindicato Rural de Maringá. Contando um pouco de sua trajetória, Gallassini saiu da odontologia para se dedicar ao meio rural, onde encontrou seu futuro. Hoje, ela possui duas fazendas de cria, onde trabalha com matrizes nelore e angus, focando na rastreabilidade de seus animais para que o consumidor saiba sua origem e conheça a qualidade do produto. Em sua experiência, ela diz nunca ter sofrido rejeição pelos seus colaboradores pelo fato de ser mulher e não ser graduada na área. Para Gallassini, o capital social é o seu bem mais valioso, por isso ela promove o entrosamento pessoal de seus colaboradores da lavoura e da pecuária, para haver equilíbrio nas duas áreas.


Concluindo sua fala, a pecuarista apresentou os dois grupos dos quais ela faz parte: o Comitê da Pecuária Moderna, grupo vinculado ao Sindicato Rural de Maringá, e a Comissão Estadual de Mulheres da FAEP, um coletivo aprovado pelo estado do Paraná em assembleia, visando encorajar a criação de comissões femininas para unir as mulheres do agronegócio e aumentar a representatividade dentro dos sindicatos.


Redação: Nicole de Alencar Broetto




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