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07 de Junho de 2022

O que se sabe sobre a liberação estadunidense de plantio em áreas de preservação, confira


O grande assunto da semana passada foi a liberação do cultivo de alimentos em áreas preservadas dos Estados Unidos em vista da preocupação com a segurança alimentar, que aumentou após a guerra entre Rússia e Ucrânia. A decisão foi anunciada pelo Departamento de Agricultura dos EUA no dia 26 de maio a pedido dos produtores americanos e deve aumentar a colheita de trigo, milho, cevada e oleaginosas, que tiveram sua distribuição interrompida a nível mundial após o início dos conflitos no Leste Europeu.


A medida contempla apenas os agricultores que estejam em seu último ano de contrato com o programa Conservation Reserve Program (CRP), que promove a conservação de reservas do USDA por meio do pagamento aos agricultores que preservam áreas “ambientalmente sensíveis”, como encostas, margens de rios e entorno de nascentes, para preservar as terras por prazos de dez a quinze anos. Assim, a medida libera esses agricultores para optarem por encerrar voluntariamente sem penalidade de contratos.


É importante ressaltar que as áreas liberadas para o plantio não são de florestas nativas, mas sim terras dentro da propriedade rural, se assemelhando às áreas de preservação permanentes no Brasil. Assim, com o objetivo de aumentar a oferta de comida para consumo interno e voltada à exportação, a medida autoriza o plantio nesse tipo de território antes de outubro, para poder haver o preparamento do solo para a safra 2022/2023, abarcando uma área estimada de 1,6 milhão de hectares. “Para terras em climas mais frios, essa flexibilidade pode permitir um melhor estabelecimento de uma safra de trigo de inverno ou preparar melhor a terra para o plantio de primavera”, disse o USDA.


Desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, diversos países já demonstraram preocupação acerca da segurança alimentar, e com a continuação do conflito, essa preocupação apenas se intensifica. Percorrendo uma direção semelhante, a União Europeia também adotou medidas tentando mitigar esse problema da escassez de alimentos, aprovando um pacote de ajuda de  US$ 550 milhões para seus agricultores, além de liberar o cultivo em terras de pousio — técnica utilizada para “descansar” a área por um determinado período de tempo.

Mas vale lembrar que tanto a decisão dos Estados Unidos, quanto da União Europeia, tem como foco as áreas agricultáveis já degradadas, não correspondendo com regiões essenciais para a conversação ambiental, como florestas. Em um paralelo com a situação dos brasileiros, nosso país tem cerca de 50 milhões de hectares de áreas desmatadas e que não estão sendo utilizadas, evidenciando que o foco do problema não gira em torno da escassez, mas sim da distribuição de alimentos.


Fonte: Exame e Canal Rural

Redação: Nicole de Alencar Broetto




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