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07 de Junho de 2022

A agricultura urbana por meio de fazendas verticais, veja como funciona


A tecnologia converge cada dia mais para a melhoria dos processos e com a agricultura isso não é diferente. Com o crescimento da população e a falta de recursos ambientais, soluções tecnológicas são propostas buscando produzir mais com menos, mostrando que a eficiência produtiva pode partir do uso adequado da natureza aliada à modernidade. Um exemplo disso são as “fazendas do futuro”, que utilizam de estruturas verticais para aproveitar melhor o espaço, simulam a luz solar para não haver uma dependência única da natureza e usam sementes especiais, levando ao aproveitamento da carga genética de cada alimento.

Esse tipo de fazenda em ambiente fechado ganha muita popularidade entre agricultores que não dispõem de amplos espaços para dividir no solo suas plantações, recorrendo a galpões similares a estufas onde são plantadas principalmente folhagens. Essa estrutura conta com um sistema de irrigação que leva às sementes água e nutrientes, permitindo que diversas plantas se desenvolvam em um ambiente contido e controlado. Como esse tipo de fazenda não requer o uso de hectares e grandes máquinas agrícolas, ele pode ser implementado até nos centros urbanos, não vindo para substituir o método de plantio tradicional, mas adicionando uma nova maneira de produzir alimentos.

O movimento começou no Japão, mas ganhou lugar em diversos outros países, que se beneficiam de mais um meio de abastecimento alimentar por meio dessa agricultura urbana, chegando a movimentar apenas em 2021 3,6 bilhões de dólares em escala global. No Brasil o modelo também tem ganhado espaço. Em São Paulo, por exemplo, o publicitário Diego Martins criou em 2019 um sistema de produção vertical, tendo tanto sucesso que hoje são produzidas mais de 90 mil unidades de hortaliças por mês, além de legumes e frutas, que são vendidos para grandes redes de varejo.

A ideia surgiu após Diego Martins viajar ao Japão, “Vi uma reportagem lá sobre agricultura urbana e me interessei pelo modelo, totalmente focado na sustentabilidade”, conta o publicitário. Quando voltou ao Brasil, ele procurou a Embrapa para conhecer melhor o ramo agrícola, o que o permitiu reconhecer a necessidade do desenvolvimento de  sementes que dispensam terra e luz solar. Com isso, o empreendedor investiu na criação de um laboratório e centro de inovação que estudasse as tecnologias utilizadas na agricultura. Isso o permitiu se aprofundar na área, podendo montar sua fazenda vertical já entendendo melhor do assunto e com matérias primas especiais para esse modelo de plantio.

Fonte: Exame

Redação: Nicole de Alencar Broetto




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