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11 de Setembro de 2013

Mudanças climáticas podem tirar R$ 7 bi por ano da agricultura

De acordo com o jornal Valor Econômico, a previsão de aumento da temperatura no país nas próximas décadas, com ondas de calor mais fortes e chuvas mais acentuadas em um espaço de tempo mais curto, vai provocar fenômenos meteorológicos que vão prejudicar mais fortemente a população pobre. A constatação é de Eduardo Assad, coordenador de grupo de pesquisa de mudanças climáticas da Embrapa.

 Ao falar hoje durante a 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais, realizada em São Paulo, Assad disse que ocorrerão mais deslizamento de terras, enchentes e perda de volume das bacias hidrográficas que abastecem os grandes centros nas próximas décadas. A região costeira brasileira, populosa, também vai sofrer com o aumento das ressacas marítimas e dos ventos causados pelo mar mais aquecido.


 “O Brasil precisa de ações propositivas e estruturantes para diminuir a emissão de gases que provocam o efeito estuda. Eu vou sofrer um pouco com as mudanças assim como alguns produtores, por exemplo. Mas não nos esqueçamos que quem vai sofrer mais com os eventos mais extremos será a população desassistida”, disse.


  As mudanças climáticas não têm prejudicado apenas as lavouras, mas também a incidência de pragas: o bicho mineiro do café aparece com intensidade muito forte com o aumento das temperaturas e a sigatoka negra da banana também.


 Pelos cálculos de Assad as perdas agrícolas por conta de efeitos climáticos devem somar R$7 bilhões até 2020. "Temos que evitar isso com um bom manejo, conservação de solo e água e uso de sistemas que mantenham a água no solo", diz.


 A proposta de Assad é que sejam pesquisadas na biodiversidade plantas que no passado já existiam e resistiam a temperaturas maiores. "No momento que fizermos o mapeamento genético destas plantas - em especial nos cerrados - podemos tirar o gene tolerante dela e colocar na soja ou no milho", diz.


 Outro efeito será a migração da zona rural para a zona urbana. "No momento em que você começa a ter secas intensas e sua área perde produtividade não há o que fazer", diz.


 Segundo ele, a solução é o cultivo de variedades que sejam adaptadas ao local, ou seja, ao invés de produzir arroz, feijão e milho no semiárido o agricultor passe a produzir umbu, seriguela, cajá, cajá-manga, anjico porque são culturas adaptadas aquela situação, "mas ninguém financia isso e projetos estruturantes para manter o agricultor nestas regiões comtemplam mudas, financiamento e comercialização. Se conseguirmos isso vamos fixar o homem na terra", diz.


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