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Boletim Eletrônico

12 de Dezembro de 2013

Primavera mais fria provoca perda nutricional em pastagens

A primavera vem sendo caracterizada pela oscilação de temperatura. E a explicação para a ausência do calor, que predomina quando o verão se aproxima, está não na atmosfera, mas no comportamento dos oceanos.

A diminuição dos termômetros em boa parte do centro-sul do Brasil tem a ver com o Pacífico equatorial. Qualquer mudança que ocorra nesse oceano, que cobre mais da metade do globo, altera o comportamento das chuvas e no desempenho das safras. Se o Pacífico estiver mais quente, as águas evaporam mais, disponibilizando uma maior quantidade de energia para a atmosfera. Se estiver mais frio, ele evapora menos.

Quando o Pacífico aquece, ocorre o fenômeno El Niño. Nesse caso, os ventos de altitude chamados de “correntes de jato” deixam as frentes frias mais estacionadas no Sul. São anos bons para a produção agrícola, já que a chuva não falta ao longo do desenvolvimento das lavouras de verão.

Quando o Pacífico resfria, ocorre a La Niña. As frentes frias conseguem seguir pela costa do Sudeste, e as ondas de frio ficam mais fortes, provocando o acentuado declínio das temperaturas. No Sul, acaba faltando chuva e aumentando a chance de quebra de safra.

Neste ano, estamos vivenciando um período de neutralidade climática. O oceano Pacífico está apenas ligeiramente mais frio do que o normal, mas sem caracterizar uma La Niña – para ocorrer o fenômeno, são necessários quatro meses no mínimo. Mesmo assim, as temperaturas têm ficado mais baixas, e o frio, principalmente entre os meses de julho e de agosto, prejudicou as pastagens, pois provocou a perda do valor nutricional das plantas. Além disso, geadas ocorreram, queimando os campos do Sul. A soja também foi prejudicada, pois a primavera chuvosa favorece o surgimento da ferrugem. Já foram confirmados casos no Paraná, em Mato Grosso e em Goiás.

Para o próximo ano, os modelos climáticos de previsão já indicam um ligeiro aquecimento das águas do oceano Pacífico equatorial, mas sem força o suficiente para caracterizar um El Niño.


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