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Boletim Eletrônico

31 de Janeiro de 2014

Janeiro termina com chuvas irregulares em boa parte do Brasil

No mês de janeiro, as chuvas ficaram mal distribuídas sobre todo país. Os acumulados na região Sudeste ficaram abaixo da média e as chuvas ficaram concentradas em poucos dias do mês. Em Ribeirão Preto, interior de São Paulo os volumes ficaram em torno de 90 milímetros, sendo que a média é de 308 milímetros. As chuvas com volumes superiores a 10 milímetros acumulados foram registradas em apenas três dias do mês. 

– O que importa para a agricultura é mais a qualidade da chuva do que a quantidade – diz o agrônomo Marco Antônio do Santos.

Segundo ele, é melhor para as lavouras que a chuva seja distribuída ao longo dos dias do que ter altos volumes diários intercalados com longos períodos de tempo mais seco. Além da falta de chuva, houve uma grande elevação das temperaturas em todo o Brasil, com destaque para o Rio Grande do Sul. Foram três ondas de calor em janeiro, que elevaram as máximas para valores próximos dos 40ºC no Estado gaúcho. Em Porto Alegre, a média das temperaturas máximas ficou em 32,6ºC em 2014 – a mais alta em um mês de janeiro desde 2000 – de acordo com os dados da Somar Meteorologia. Além do estresse hídrico, as lavouras sofreram com o estresse térmico que é bem mais prejudicial para a produtividade das plantas. As temperaturas têm ficado altas não só durante as tardes, mas também durante as madrugadas. 

– Para a planta não perder tanta água nas horas mais quentes do dia, ela interrompe o seu metabolismo para não perder a pouca água que lhe resta – explica o agrônomo. 
De acordo com Santos, se a situação permanece por vários dias consecutivos, a planta não consegue nutrientes necessários e as folhas caem para que não haja fotossíntese e mais umidade não seja eliminada. Isto vale principalmente para as culturas perenes como café, laranja e cana-de-açúcar. 

Janeiro não é um mês em que se usa irrigação nas lavouras já que a chuva costuma ser abundante, mas em 2013, a prática já está se fazendo necessária para o setor de hortaliças do cinturão verde de São Paulo, região de Piedade, Mogi das Cruzes, Ibiúna e Sorocaba. Para muitos produtores, mesmo com o baixo nível dos reservatórios, ainda não está faltando água. O grande agravante é a previsão do tempo que não indica chuvas significativas até meados do dia 20 de fevereiro em boa parte do centro-sul do Brasil. Os produtores de São Paulo temem a falta de água em fevereiro.

– Se em 20 dias não chover, vai ficar difícil para a gente – diz o técnico em agricultura da Prefeitura de Piedade, José Anésio Xavier Lemes.

A explicação da meteorologia para esta situação vem do chamado bloqueio atmosférico. Uma massa de ar seco que cobre boa parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste que impede que as frentes frias avancem. Este tipo de bloqueio é mais comum em meses de outono e inverno e não muito frequente num mês de janeiro. Para algumas lavouras de milho de Bragança Paulista, se não chover em 10 dias, as perdas serão de 30 a 50%.

Na quarta, dia 29, as menores umidades relativas do ar ficaram em José Bonifácio-SP e São José dos Campos-SP com apenas 10%. A estação do Mirante de Santana na zona norte da cidade de São Paulo-SP também registrou umidade baixa e apenas 12%. Vale lembrar que abaixo de 12% entra o estado de emergência (nível desértico). Na manhã desta quinta, às 6h da manhã a umidade relativa do ar já era extremamente baixa para o horário em algumas cidades, como 44% em Presidente Prudente-SP e 53% na Capital paulista.

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