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Boletim Eletrônico

04 de Fevereiro de 2014

Falta de chuva e altas temperaturas causam prejuízos aos produtores de hortaliças de São Paulo

A falta de chuva e as altas temperaturas já estão trazendo muitos prejuízos aos produtores de hortaliças do Cinturão Verde de São Paulo. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura de São Paulo, até agora choveu apenas 192 milímetros dos 266 que eram esperados para este mês.

A situação do produtor Hiroshi Shintate, um dos 600 produtores de hortaliças de Biritiba Mirim, interior de São Paulo, representa a de todos os outros e não está nada fácil. As chuvas que são esperadas para esse período não vieram e o jeito foi recorrer à irrigação, o que torna mais cara a produção. Shintate está irrigando quatro vezes mais que o normal e os reservatórios estão secando. 

– Geralmente chove de 300 até 400mm em janeiro. Só choveu 75mm e a temperatura sempre mantinha, em janeiro, 15 dias úmidos e eu não irrigava tanto. Esse ano não. Além de não chover, o ar está quente. Eu to sem água pra fazer irrigação – relata Shintate.

Para agravar ainda mais a situação dos produtores de hortaliças, as temperaturas registradas nos últimos dias têm sido as mais altas na história do Estado, desde que começaram a ser monitoradas, no início da década de 1940.

A falta de chuvas, as altas temperaturas e o ar seco têm impedido o desenvolvimento das mudas. Em Biritiba Mirim, em algumas áreas, as mudas morreram, como se tivessem sido cozidas pelo excesso de calor.

– Nós estamos com um grande risco de perder nossa safra, nossa produção, comprometer a questão financeira e comprometer o desemprego, porque nosso município não tem indústria, vive exclusivamente da agricultura.  Então muitos agricultores têm o verão como referência pra ganhar um dinheiro e juntar uma gordura para se manter no restante do ano – afirma Shintate.

O problema atinge outras cidades do Cinturão Verde do Alto Tietê, que responde pelo abastecimento da Grande São Paulo. Cerca de 70% dos produtores reclamam das condições climáticas.

– Eles não conseguem plantar. Têm dificuldades no manejo por conta da falta de água. E começa a faltar produção para o consumidor final – revela o engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura de Biritiba Mirim, Julio Toshio Nagase.

O aumento do custo de produção já foi repassado aos produtos, que estão custando mais caro também para o consumidor final.

– As hortaliças de uma maneira geral têm uma sensibilidade a temperaturas elevadas.  Então elas param de crescer nesse período de temperaturas elevadas e o que ocorre também é que isso aumenta o preço de custo e incide no preço final – explica Nagase.

Shintate conta que fez um levantamento e constatou que o seu custo praticamente dobrou.

– Para manter essa cultura, meu custo aumentou 100%, 120% por causa do custo da energia elétrica, diesel, mão de obra. Então praticamente dobrou – revela Shintate.


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