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05 de Março de 2014

Seca prejudica lavouras de milho e produtores buscam outras culturas em busca de lucro

O preço do milho está muito bom para os produtores nesses últimos dias. Mas muitos agricultores não vão conseguir aproveitar os valores praticados porque a seca prejudicou muitas propriedades rurais. Agora, os produtores estão contabilizando os prejuízos e tentando apostar em outra cultura na safrinha para conseguir lucro.

A situação da lavoura do produtor rural Evanilton Vicensotti é desesperadora. O agricultor planta milho em Mogi Mirim, no interior de São Paulo. A seca dos últimos meses queimou a planta e o cereal não se desenvolveu como deveria. Ele possui cerca de 30 hectares com milho e já retirou 5 hectares para a silagem, que será usada para alimentar os animais da fazenda, pois Vicensotti acredita que o valor de mercado é muito baixo e não compensaria. 
 
Os outros 25 hectares estão da mesma forma. Há um mês, a reportagem do Canal Rural visitou a propriedade do agricultor e ele afirmou que as perdas podiam chegar a 70% de toda a produção. Com as poucas chuvas dos últimos dias, ele acredita que a situação não tenha mudado tanto.

 – Vamos aguardar uns 10 dias pra diminuir a umidade e colocar a máquina pra colher. Se acharmos que não compensa, aí iremos passar a roçadeira em cima de tudo e aí é 100% de perda – afirma Vicensotti.
 
Com a falta de chuva, o produtor rural não pensa em fazer safrinha com o milho. Isso por que o solo ainda está muito seco e fazer uma nova plantação pode não dar certo. O agricultor pensa em uma outra cultura, que não exija tanta chuva.
 
– Estamos pretendendo fazer a safrinha com níger, que é pra passarinho. Mas tudo isso se chover também, se o tempo ajudar. Pois se não chover muito, não é possível produzir nem o níger – relata.
 
A situação de Vicensotti é a mesma de muitos produtores de milho do Brasil. Segundo a consultoria Safras & Mercado, a produção da safra 2013/2014 deve passar de 71 milhões de toneladas. Cerca de 10 milhões de toneladas a menos do que a safra anterior.

Os Estados que registram os maiores prejuízos por causa da estiagem foram Paraná, Goiás e Minas Gerais. No Paraná, a estimativa dos analistas é de que a produção chegue a 5,5 milhões de toneladas. Na safra passada, a safra ultrapassou 7 milhões de toneladas. O Estado de Goiás deve colher menos de 3 milhões de toneladas, enquanto que na safra passada saíram das lavouras mais de 4 milhões de toneladas. Em Minas Gerais, a produção deve ficar abaixo das 4 milhões de toneladas. Na safra passada, quase 9 milhões de toneladas foram colhidas. Para o analista de mercado Glauco Monte, os problemas com o clima pegaram o mercado de surpresa.
 
– Tínhamos um estoque de passagem alto, uma produção americana que também veio alta, o preço do milho, diferentemente do que tínhamos na safra passada, trabalhando acima de 30 até abaixo de 25 na BM&FBovespa. Uma situação até confortável para os consumidores porque ninguém imaginava que ia ter essa subida de preço, mas esse cenário começa a mudar um pouquinho – declara Monte.
 
Ele acredita que a quebra da primeira safra e uma diminuição do plantio da segunda safra devem manter os preços em patamares elevados.
 
– Para uma segunda safra, é o Mato Grosso que chama a atenção de todos. Imaginamos uma redução de área de Mato Grosso e possivelmente uma redução de produção. Isso vai ficar no radar dos produtores. Pode ser de 7% a 10% de área. Isso poderia manter os preços pra frente e representaria uma produção menor – relata o analista.


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