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Boletim Eletrônico

07 de Março de 2014

Chuvas mais abrangentes melhoram condição para cana no centro-sul

As condições climáticas atuais, com chuvas mais abrangentes, melhoram a condição para os canaviais do centro-sul após um verão excepcionalmente seco e com temperaturas mais elevadas, mas não recuperam o que já foi perdido, apontaram especialistas.

"As chuvas desta semana, mais generalizadas e pegando as regiões produtoras de cana, melhoram a condição hídrica do solo. Não é ideal, mas já é uma melhora significativa", disse o meteorologista da Somar, Marco Antonio dos Santos.

Mas ele ponderou que estas precipitações não podem recuperar o que já foi perdido. "As perdas já contabilizadas não se revertem mais", acrescentou.

O tempo seco e quente no centro-sul do Brasil deverá evitar um crescimento na safra 2014/15 de cana, estimada em um volume semelhante ao registrado na atual temporada 2013/14, disse a Unica, associação que representa as principais empresas do setor, em meados do mês.

A partir de agora, disse Santos, as chuvas se mantêm dentro dos níveis normais para o período, mas os volumes até maio tradicionalmente são mais baixos, antes do início do período mais seco.

Segundo ele, o importante agora será acompanhar a distribuição das chuvas, que precisam se estender nas diversas áreas produtoras.

O meteorologista Alexandre Nascimento, da Climatempo, disse que a previsão indica um retorno à normalidade em São Paulo e grande parte de Minas Gerais, tornando o cenário mais favorável para os canaviais.

São Paulo e Minas Gerais são o primeiro e o terceiro produtores de cana do país, respectivamente.

"Vai ter muita umidade, teve um avanço de áreas de instabilidade desde o carnaval... A perspectiva é de boas chuvas na próxima semana", disse o meteorologista Alexandre Nascimento, da Climatempo.

Para março, tanto em São Paulo como em Minas Gerais, o volume estimado de chuvas é de 150 a 200 milímetros, dentro da média, apontou a Climatempo. No oeste paulista, a estimativa é de volumes entre 100 milímetros a 150 milímetros.

Ele acrescentou que a partir de agora, as precipitações tendem a diminuir gradativamente, com menores volumes de precipitação em abril e pouca umidade em maio, como tradicionalmente acontece.

Uma redução da umidade a partir de abril, quando começa oficialmente a moagem de cana no centro-sul, favorece os trabalhos de colheita e a concentração de açúcares na matéria-prima.

Reuters
Autor: Fabíola Gomes


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