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20 de Março de 2014

Outono começa nesta quinta e terá chuvas acima da média

O outono, que começa nesta quinta, dia 20, traz boas expectativas aos produtores do país. A estação marca a transição do verão, que é chuvoso e quente, para o inverno, que é seco e frio. O risco associado à nova estação está mais ligado às temperaturas do que a falta de chuva. De acordo com o climatologista, Paulo Etchichury, em 2014 as ondas de frio vão chegar mais cedo, por volta do mês de maio, diferente do ano passado quando as baixas temperaturas atingiram as regiões produtoras do sul e Mato Grosso do Sul já em julho. 

– As massas de ar de origem polar vão passar livremente pelo país e serão continentais. Já existe a previsão de duas ondas de frio no mês de maio que podem trazer geadas localizadas – prevê o climatologista.

Em relação à chuva, a estimativa é boa e as previsões estendidas indicam até mesmo volumes ligeiramente acima da média no Centro-Sul do país. Segundo Etchichury, volumes não recuperam o déficit dos reservatórios de água, mas garantem o pleno desenvolvimento das lavouras de milho segunda safra e de trigo. Portanto, o outono não será tão seco. As frentes frias ficarão bloqueadas entre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste, trazendo chuva frequente e com volumes acumulados maiores especialmente a partir de maio, no Paraná, Santa Catarina, norte do Rio Grande do Sul, oeste e sul de Minas Gerais, sul de Goiás, Mato Grosso do Sul e oeste e sul de Mato Grosso.

O Nordeste também foi muito castigado durante a estação que se encerra. Para o outono, as condições estão bem melhores e as chuvas voltaram a atingir a faixa norte da região, incluindo os Estados do Maranhão, Piauí e Ceará, já no início de março. Choveu de forma significativa inclusive no oeste da Bahia, o que beneficiou várias lavouras e permitiu o manejo do solo para o plantio de outras culturas.

– O produtor que seguiu o regime de chuvas terá uma boa produtividade – salienta Etchichury.

Segundo o climatologista, na costa do Nordeste e o norte da região Norte, deve haver uma compensação. Como a chuva começou mais cedo, aparentemente ela cortará mais cedo. A previsão é de chuva abaixo da média nas duas regiões. A tendência é de diminuição do nível dos rios do lado meridional do Amazonas, como Purus, Acre, Madeira e Tocantins com o passar do outono.

Relembre

O verão foi marcado pelo estresse hídrico e térmico nas lavouras no Centro-Sul do país. Durante a estação, foram registrados recordes históricos de calor em vários Estados por conta da formação de bloqueios atmosféricos, que impediram que as frentes frias avançassem pelo Brasil. A região Sudeste ficou de 40% a 50% com as chuvas abaixo da média, ocasionando diversos prejuízos para o café, cana-de-açúcar e hortaliças.

• Falta de chuva no interior de São Paulo causa perdas de até 100% na produção de hortaliças

O setor de hortifruti teve que recorrer a práticas não usadas em meses que deveriam ser chuvosos e utilizou irrigação para a manutenção da água no solo das lavouras. A única exceção ficou para o Estado de Mato Grosso, que sofreu o oposto e foi atingido por longos períodos de chuva e temperaturas mais baixas, algo que a meteorologia chama de invernada. O excesso de umidade fez com que a soja não conseguisse ser colhida e chegasse até mesmo a apodrecer em algumas lavouras.

Mato Grosso sofreu com as instabilidades que também afligiram a região norte do país, fazendo com que o nível dos rios subissem a um patamar histórico. Enquanto o setor da agropecuária sofreu com a seca e o calor no Sul e Sudeste, no norte do país o problema foi o transporte de alimentos e o gado que ficou isolado com a cheia dos rios. Várias rodovias ficaram interditadas e até mesmo o escoamento da safra de soja foi interrompido. No Sul, aviários tiveram prejuízos com a morte de milhares de aves por conta do calor. O gado também ficou com um pasto de teor nutricional baixo por conta da falta de chuvas.


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